19.10.12

D*



 A vida são ciclos dentro de ciclos. Quando somos pequenos habituamo-nos a acordar cedo, não porque a escola nos espera, mas sim porque vamos ter aqueles 20 minutos de intervalo em que vamos aprender que o sol é quente mesmo no inverno e que os amigos também nos atiram ao chão. Chegamos a casa e sentamo-nos no sofá com uma grande caneca de leite com estrelitas e cantamos até à hora de deitar todos os genéricos dos desenhos animados. Crescemos e sentimos em nós um maior peso da responsabilidade. Os 20 minutos de intervalo já não nos sabem a nada e entendemos que não é só sol que nos aquece mas sim os abraços calorosos dos que nos completam. Chegamos a casa e já pouco nos lembramos dos genéricos alegres porque temos um monte gigante de trabalho à nossa espera. Estamos habituados a que um “Adeus” seja um “Até já” e que um “Até amanhã” é sempre verdade. Até que a vida nos baralha e nos mostra que por vezes um “Até já” é um “Adeus para sempre”. Mas o “Adeus” nunca é para sempre. O “Adeus para sempre” só existe no mundo dos esquecidos, no mundo das coisas que não voltam, e ela…oh!! ela…Ela vai sempre voltar a nós. Vem nas gotas de chuva ou no orvalho da manhã. Vem saudar-nos todos os dias pela matina no primeira raio de sol. Vai ser o brilho da lua na noite escura e o fogo quente da lareira nos dias frios. Ela vai visitar-nos nas pequenas rotinas do dia a dia. Só quando me esquecer de mim é que não me lembrarei dela. Até já!

4 comentários:

lu de lúcia disse...

só o peso de sabermos o que é perder alguém nos pode trazer tamanha sensibilidade e forma de ver as coisas tal como as referiste. obrigada pela partilha, fez-me sentir-me melhor :$

Janny disse...

como diz a minha mami «o mundo é uma bola» :)

joana ; disse...

que bonito *

Ana disse...

Gostei do post :)